Loading...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A hermenêutica do símbolo


Uma introdução às ideias do filósofo francês Paul Ricoeur, mestre da fenomenologia e autor da trilogia Tempo e Narrativa



por Roberto S. Kahlmeyer-Mertens*
FONTE: http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/42/a-hermeneutica-do-simbolo-uma-introducao-as-ideias-do-290856-1.asp



Este artigo foi concebido como uma concisa introdução à filosofia de Paul Ricoeur. Para tanto, tomou uma questão que perpassa sua obra em diferentes momentos, trazendo a lume muito dos elementos desta figura filosófica. Ainda que não se possa esperar completude de um texto tão resumido, estivemos ocupados em esboçar algumas das intuições e teses responsáveis pelo movimento da filosofia recoeuriana, e a maneira com que estas tangem temas fundamentais. Limitando-nos a notas biobibliográficas sobre o filósofo, mas focando da maneira tão exata quanto possível os conceitos e as suas derivações temáticas, tentamos apresentar aqui o que faz de Ricoeur um dos mais distintos representantes da fenomenologia francesa.
Nascido na cidade de Valence, em 27 de fevereiro de 1913, Paul Ricoeur desde cedo recebeu forte formação literária e humanística. Sendo sua família completamente marcada pelo protestantismo, também o repertório dogmático do luteranismo passou-lhe às primeiras letras, colaborando na formação do filósofo previsto para mais tarde.
  
Edmund Husserl
Filósofo germânico, Edmund Husserl nasceu em 8 de abril de 1859, em Prossnitz, na Moravia, no antigo Império Austríaco (hoje Prostejov, na República Checa) e morreu em Freiburg, em 27 de abril de 1938. É o fundador da fenomenologia, corrente filosófica que pretende uma forma do conhecimento das essências partindo exclusivamente dos fenômenos. Husserl ensinou filosofia como livre docente em Halle de 1887 a 1901; em Göttingen, de 1901 a 1918; e, em Freiburg, de 1918 a 1928. Entre suas principais obras estão as Investigações Lógicas e as Ideias para uma Fenomenologia Pura.


Embora iniciando pela filosofia neotomista, Ricoeur não se fechou ao pensamento de sua época e, logo após terminar sua graduação em filosofia na Universidade de Rennes, transferiu-se para a Universidade de Paris (Sorbonne) onde, durante seu mestrado, tomou pela primeira vez contato com a fenomenologia de Edmund Husserl por intermédio dos seminários de Gabriel Marcel. Nestes cursos, Ricoeur aprendeu com seu mestre os rigores do método husserliano, bem como o necessário engajamento existencial na problematização dos dados e informações auferidos pelo método. Tais exercícios fenomenológico-existencias, somados às entusiasmadas leituras do filósofo Jean Nabert, forneceriam os primeiros esteios para que Ricoeur pudesse, futuramente, propor suas ideias filosóficas autorais.
Após um curto período de exercício docente na Alsácia, Ricoeur se viu convocado a servir ao exército francês na Segunda Guerra Mundial. Embora a Grande Guerra tenha interrompido sua experiência com o magistério, ela não impingiu lacuna à sua atividade filosófica. Capturado com seu destacamento pelo inimigo, Paul Ricoeur (à época oficial militar) ficou detido até o fim do conflito, aproveitando este período para traduzir o livro Ideias para uma Fenomenologia Pura, de Husserl. O resultado deste empreendimento, gestado ao longo de anos, foi tanto a clássica tradução francesa da obra, quanto uma interpretação filosófica original da existência, apenas facultada pelas experiências-limite da prisão, e pela maior clareza acerca do método fenomenológico adquiridas ali.

O “ENXERTO HERMENÊUTICO” NA FENOMENOLOGIA
Passada a guerra, Ricoeur retomou a vida docente, investindo no aprofundamento das intuições filosóficas que tivera no cárcere. Em 1948 (já professor na Universidade de Estrasburgo) publicou Karl Jaspers e Gabriel Marcel, a obra, dedicada aos dois principais representantes do existencialismo cristão em Alemanha e em França, abordava temas de interesse à filosofia existencial da época (como a indigência e o paradoxo típicos do existir humano). O ano em que se tornou doutor (1950) foi também a data na qual apareceu na França sua tradução das Ideen de Husserl, evento que tanto reforça a vinculação de seu pensamento com a escola fenomenológica francesa, quanto a influência desta em sua obra, é o que se pode confirmar com seu trabalho de doutoramento, editado nesta mesma época.

 Jean Nabert
Jean Nabert foi um filósofo francês nascido 27 de junho de 1881 e morto em 14 outubro de 1960. Foi representante da filosofia reflexiva na França. Professor de filosofia no Lycée Henri IV, seu pensamento moral e metafísico teve influência decisiva sobre a geração filosófica de Paul Ricoeur. Durante sua vida, Nabert publicou três obras: Experiência Interior de Liberdade, Elementos para uma Ética, Ensaio sobre o Mal.
Experiênciaslimite da prisão
Algo similar se deu com o filósofo franco-lituano, de origem judaica, Emmanuel Lévinas (1906-1995). Antes da Segunda Guerra, Lévinas era comentador da obra de Husserl e Heidegger, mas, depois do período em que passara num campo de concentração, o filósofo desenvolveu sólido pensamento ético, conjugando elementos da fenomenologia e da doutrina do Talmude.


Em A Filosofia da Vontade (assim chamou-se sua tese de doutorado) temos uma investigação sobre o voluntário e o involuntário no comportamento humano. Entretanto, o que seria o tema principal acabou por ficar em segundo plano depois que os rumos de suas pesquisas o colocaram diante da temática do mal. Tal achado obrigou o filósofo a desenvolver uma problematização acerca daquilo que ficou conhecido como a “simbólica do mal”. Neste primeiro momento, o filósofo descobre que a consciência apenas tem acesso ao mal por meio das formas que o expressam, ou seja, através dos seus símbolos. Indício que pode ser estendido a outros fenômenos humanos, pois, para Ricoeur, as muitas significações do mundo da vida nos chegam por meio de uma rede de símbolos na qual já sempre nos movemos, seja em atitude natural frente à cultura, ou desde a visada estrita que as teorias nos fornecem. A partir daí, as formas simbólicas dariam o que fazer ao pensamento do autor, já que, como vimos, seria o símbolo que nos forneceria a significação dos fenômenos. Deste modo, passa a ser uma tarefa filosófica saber o que é um símbolo e como este funciona.

O ano em que se tornou doutor (1950) foi também a data na qual apareceu na França sua tradução das Ideen de Husserl, evento que tanto reforça a vinculação de seu pensamento com a escola fenomenológica francesa, quanto a influência desta em sua obra, é o que se pode confirmar com seu trabalho de doutoramento, editado nesta mesma época.
Ricoeur se vê, assim, diante da necessidade de um recurso que permitiria esclarecer como um dado (o símbolo) nos reporta a um outro próprio a si (a significação), ou seja, busca “desvendar os textos a partir de outra coisa que não se apresenta neles mesmos” (Figal, 2007, p. 107) A hermenêutica será o instrumento que permitirá (mais adequadamente do que a fenomenologia husserliana e a filosofia de matriz racionalista cartesiana presentes na obra de Ricoeur) a interpretação dos símbolos e o libertar da significação do fenômeno que a entidade simbólica expressa. Esta inserção do elemento hermenêutico em sua filosofia é o que o filósofo chama de “enxerto hermenêutico”.
A interpretação em Ricoeur não fica mais restrita ao método, como nas hermenêuticas tradicionais, trata-se de uma abordagem na qual a linguagem tem papel primordial, justamente por subministrar o lugar desde o qual o símbolo se expressa em sua íntima conexão com o existir humano. Aqui se evidencia que, para o filósofo francês, uma investigação sobre o simbolismo do mal e a existência humana depende de uma elucidação da linguagem enquanto discurso vivo. Compreender estes contextos semânticos e existenciais no horizonte da linguagem será, doravante, tarefa de uma hermenêutica do símbolo presente nas obras seguintes do autor (Ricoeur, 2008).
  
Sigmund Freud
Médico psiquiatra germânico, Sigmund Freud nasceu na Moravia, no antigo Império austrohúngaro (hoje, República Tcheca), em 1856, e morreu na Inglaterra em 1939. É o criador da psicanálise, teoria e método que pretende investigar a psique humana priorizando a faculdade do inconsciente. Freud clinicou ao lado de diversos expoentes de sua época, como Charcot. Entre suas principais obras está: A Interpretação dos Sonhos.


A DIMENSÃO HERMENÊUTICA IMPENSADA
As obras que Ricoeur publicou na segunda metade da década de 1950 favoreceram seu ingresso na Sorbonne, desta vez na condição de professor de filosofia geral. É também nesse período que o autor se propõe a estudar o pensamento de Sigmund Freud. A hipótese de sua leitura filosófica da teoria psicanalítica freudiana é que haveria na obra do psicanalista uma dimensão hermenêutica ainda a ser pensada. Muito mais do que uma hermenêutica daquela metapsicologia, Ricoeur procurou estabelecer uma interpretação sistemática dos textos de Freud para, por meio desta, questionar como o austríaco contribui para se pensar sobre uma antropologia, uma teoria do conhecimento e uma filosofia da subjetividade próprias à psicanálise (Ricoeur, 1977).
Segundo momento de suas pesquisas sobre a hermenêutica do símbolo, Da interpretação: Ensaios sobre Freud (1965) situa a obra do fundador da psicanálise no pano de fundo da história da filosofia e qualifica suas questões como dignas de serem seriamente debatidas no cenário do pensamento contemporâneo. Sem que houvesse enfaticamente o interesse clínico que Freud nutria em sua doutrina, os estudos de Ricoeur sobre a psicanálise agregam a seu próprio favor a dimensão cultural trazidas pelas análises do sentido do mito e do símbolo que, até então, suas leituras não possuíam. Deste modo, não seria forçoso afirmar que, com Freud, Ricoeur tem sua concepção de símbolo expandida, além de conquistar uma compreensão mais geral da realidade humana (Silva, 1992).
Parte desta compreensão abrangente do humano se dá na crítica que Ricoeur, partindo da fenomenologia de Husserl (aditivada pela hermenêutica) e ainda impressionado pelos saldos da psicanálise de Freud, volve à ideia de sujeito. Para o filósofo francês, Freud, com sua teoria do inconsciente, se apresentaria como um dos que levantaram suspeita contra a noção de subjetividade sustentada pelas muitas edições do racionalismo e do idealismo na tradição filosófica. A psicanálise de Freud representaria, assim, ao lado do materialismo dialético de Marx e da filosofia da vontade de poder de Nietzsche (e bem poderíamos acrescentar: do existencialismo de Kierkegaard) uma das tentativas de pensar a filosofia para além da falácia que a subjetividade constituiria.
A psicanálise de Freud representaria, assim, ao lado do materialismo dialético de Marx e da filosofia da vontade de poder de Nietzsche (e bem poderíamos acrescentar: do existencialismo de Kierkegaard) uma das tentativas de pensar a filosofia para além da falácia que a subjetividade constituiria.
 
“Cogito Ferido”
Tal temática, e muito da fundamentação de suas premissas, é o que encontramos tanto em O Conflito das Interpretações (1969), quanto em ensaios tardios do filósofo, por exemplo: Percursos do Reconhecimento (2004).

Partindo da evidência fenomenológica de que a consciência não seria um objeto dado de antemão, Ricoeur coopera para superar a concepção hipostasiada de sujeito destacando, uma vez mais, seu caráter intencional. Isso significa que, certo de que toda consciência é sempre consciência de algo, o filósofo enfatiza o papel que o objeto simbólico possuiria na constituição do cogito. Ao repensar o conceito de consciência confrontando-a com o simbólico, Ricoeur reforça a premissa de que a consciência não tem consistência em si mesma. Deste modo, qualquer ideia de si-mesmo a partir deste momento estaria condicionada à mediação do outro que o símbolo constituiria (Ricoeur, 1990). A consciência, portanto, é aberta ao mundo da vida; dependente de uma determinação apenas conquistada na mediação do outro, trata-se de uma consciência transpassada por objetividade e alteridade ou, nas palavras do filósofo, de um a “cogito ferido”.
Partindo da evidência fenomenológica de que a consciência não seria um objeto dado de antemão, Ricoeur coopera para superar a concepção hipostasiada de sujeito destacando, uma vez mais, seu caráter intencional. Isso significa que, certo de que toda consciência é sempre consciência de algo, o filósofo enfatiza o papel que o objeto simbólico possuiria na constituição do cogito.
  Experiência americana
Mesmo depois de seu retorno a Nanterre em 1973, a retomada de sua cátedra não o impediu de cultivar os laços que travara com a filosofia belga, norte-americana e canadense. Passou mesmo a ser, a partir dali, uma exigência de seu projeto filosófico o diálogo com as filosofias desses centros de estudos.
 
Mesmo depois de seu retorno a Nanterre em 1973, a retomada de sua cátedra não o impediu de cultivar os laços que travara com a filosofia belga, norte-americana e canadense. Passou mesmo a ser, a partir dali, uma exigência de seu projeto filosófico o diálogo com as filosofias desses centros de estudos.
DO INTERMEZZO POLÍTICO ÀS INTERLOCUÇÕES PLURAIS
Após a publicação de seu Da Interpretação: Ensaios sobre Freud (1965), Ricoeur foi nomeado professor na faculdade de letras de Nanterre. Envolvido com a administração universitária desde 1967, Ricoeur sofreu duros ataques políticos durante a refrega do maio de 1968. Esquivando-se dos efeitos daquele levante estudantil, o filósofo preferiu afastar-se da cena intelectual francesa. Passou, assim, a professor visitante na Universidade de Louvain (Bélgica), em seguida foi para os Estados Unidos, onde lecionou em Yale e na Universidade de Chicago. Da experiência americana Ricoeur tomou o elemento analítico que sua filosofia, doravante, passaria a contar. O saldo deste intercâmbio pode ser apreciado em suas obras: O Conflito das Interpretações (1970) e Do texto à Ação (1972).
O contato de Ricoeur com o pensamento anglo-saxão emulou aquilo que ficou conhecido como sua grande filosofia da linguagem. Período que se expressa primeiramente com A metáfora viva e, depois, com sua Teoria da interpretação (ambos de 1975). Tal ciclo de reflexões durará até a década de 1980, quando o autor, mesmo depois de aposentado, nos oferece os três alentados volumes de Tempo e Narrativa (1983-85).

SI-MESMO E NARRATIVIDADE
Ainda que separadas por quase duas décadas das pesquisas sobre Freud, as noções de símbolo e de cogito ferido aparecem, num terceiro momento, refundidas no âmbito da temática da identidade narrativa (reflexão que já contém as temáticas da linguagem e da história). Reforçando as críticas existencialistas segundo as quais as filosofias do sujeito se ocupariam demais de aspectos ontognoseológicos do sujeito e, por isso mesmo, mantendo-se à margem da experiência viva da consciência e do seu si-mesmo, Ricoeur se propõe a pensar a consciência e os processos de constituição da sua singularidade. Para tanto, o filósofo novamente evidencia que qualquer consciência se dá em um mundo, isso significa que sempre nos vemos lançados em determinadas situações e ocorrências do mundo da vida. Nessas circunstâncias, o elaborar do si-mesmo que somos estaria condicionado à apreciação dos atos, fatos e histórias que nos pertencem e nos expressam.
Para Ricoeur, seria apreciando criticamente os sinais da existência cotidiana que nos chegam através dos comentários dos outros a nosso respeito que construiríamos nossa identidade pessoal, ou, em suas próprias palavras: “a narrativa é um convite para ver nossa práxis como ordenada por tal ou qual enredo” (Ricoeur, 1985, p. 104). Concordando com isso, Dartigues tem razão em dizer que: “A narrativa tem, pois, a despeito das dificuldades de se achar um substrato identificativo, a virtude de manifestar a identidade pessoal” (Dartigues, 1998, p.11). Diante dessas assertivas, contudo, é preciso não subestimar o peso da interpretação nos enredos desta identidade, afinal, para Ricoeur, tal identidade seria resultado do conhecimento interpretado, de modo que, qualquer caminho para uma tomada de consciência já é deliberação de uma compreensão de um sentido e de uma interpretação das significações do universo simbólico que nos expressa (Ricoeur, 1985).
Mas, por meio de sua ideia de narrativa, Ricoeur não estaria propondo uma concepção de passado similar àquela nietzschiana, segundo a qual o que se deu, por não possuir qualquer facticidade, poderia ser moldado à perspectiva e relato do narrador? Não padeceria a identidade narrativa de Ricoeur do relativismo típico de qualquer discurso confessional? Ora, o filósofo sabe desses riscos, conhecia também o caráter mimético dessa linguagem por meio de seus exaustivos estudos da Poética de Aristóteles e das Confissões de Agostinho. Acautelando-se das possíveis críticas, Ricoeur faz questão de distinguir duas funções da narração: a histórica e a ficcional.
Apresentadas em seus complexos pormenores no terceiro volume de seu Tempo e Narrativa, poderíamos dizer simplificadamente que, com a função histórica, estaríamos diante da evidência categorial dos fenômenos, ou seja, da descrição de como estes conteúdos teriam objetivamente se manifestado; com a função ficcional, teríamos a unidade narrativa mínima que dá conta da imaginação criadora no discurso. Em contínua dialética, é possível identificar a interpenetração das duas funções nos atos de narrar, o que significa dizer que a historiografia pode trazer o ficcional, bem como a ficção trazer o histórico.
Se verdade, assim, que a consciência só se compreende ao narrar-se, é preciso lembrar que tal enredo compreensivo não se faz sem a interpretação de elementos históricos e ficcionais. Deste modo, fazer-se si-mesmo, por meio de uma narrativa, reúne a história e a ficção (esta que conjuga o simbólico e o metafórico) de nossa própria existência.
Mesmo tendo Paul Ricoeur morrido em 20 de março de 2005 (em Châtenay-Malabry, França), seu pensar filosófico vigora como importante contributo à contemporaneidade. Obras de maturidade como Si-mesmo Como um Outro (1990), Leituras I-III (1991-93), A Memória, a História e o Esquecimento (2000) e O Percurso do reconhecimento (2004) fomentam questões que nos colocam em posições privilegiadas para interpretar a história do pensamento; ver e narrar o presente, em seus múltiplos elementos simbólicos, e projetar-nos às demandas que o pensamento do futuro evoca.
REFERÊNCIAS
RICOEUR, Paul. Da Interpretação – Ensaio sobre Freud. Trad. Hilton Japiassu. Rio de Janeiro: Imago, 1977.
_____________. Hermenêutica e ideologias. Trad. Hilton Japiassu. Petrópolis: Vozes, 2008.
_____________. Soi-même comme un autre. Paris: Éditions du Seuil, 1990
_____________. Temps et récit. Vol. III. Paris: Éditions du Seuil, 1985.
DARTIGUES, André. Paul Ricoeur e a questão da identidade narrativa. In: Paul Ricoeur – Ensaios. Constança Marcondes Cesar (Org.). São Paulo: Paulus, 1998. p. 7-25.
FIGAL. Günter. Oposicionalidade – O elemento hermenêutico e a filosofia. Trad, Marco Antônio Casanova. Petrópolis: Vozes, 2008.
NUNES, Benedito. A tematização do tempo. In: O tempo da Narrativa. São Paulo: Ática, 2003.
SILVA, Maria Luisa Portocarrero Ferreira. A hermenêutica do conflito em Paul Ricoeur. Coimbra: Minerva, 1992.
* Roberto S. Kahlmeyer-Mertens é doutor em filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), membro da Sociedade Brasileira de Fenomenologia e autor do livro Heidegger e a Educação (Autêntica Editora, 2008).

Nenhum comentário:

Postar um comentário