Loading...

terça-feira, 21 de junho de 2011

O mundo atual: a indústria cultural e o homem vazio

A Obra de Arte na Época de sua reprodutibilidade técnica 
 
       
Em alemão, no original, Das Kunstwerk im Zeitalter seiner technischen Reproduzierbarkeit, é um artigo escrito por Walter Benjamin sobre a arte no século 20. Tomado pelo advento da máquina fotográfica e suas múltiplas realizações, com destaque na quebra do paradigma da aura da obra de arte, Benjamin discorre quanto e como se dá essa influência na sociedade. Foi pela primeira vez publicado, em francês, na revista do Instituto de Investigação Social Zeitschrift für Sozialforschung, em 1936. É o primeiro e mais conhecido texto de Walter Benjamin.

      Em sua primeira versão de a A Obra de Arte na época de sua reprodutibilidade técnica, Benjamin recepciona positivamente a reprodução industrial das obras de arte e a possibilidade de que muitos tenham acesso, por exemplo, aos bens culturais, não mais privativos de museus e bibliotecas. Mas nas versões seguintes reconhece que não há mais experiência com os bens culturais, apenas somos saturados de informações. Com respeito à sociedade de massa e novas tecnologias, elas se inscrevem, parece-me, no âmbito do que Benjamin escrevia sobre a "guerra da técnica", tudo o que resulta do distanciamento do homem com respeito ao homem, desde os armamentos que matam a distância desresponsabilizando o ato até o horror ao contato ou o evitamento do contato que as novas tecnologias da comunicação permitem. Aqui seria o caso de pensarmos sobre a diferença da philia (da amizade), como a Filosofia a elaborou e as "amizades" da internet, bem como a ideia de pertencimento a comunidades virtuais etc.
Jeremy J. Shapiro
Max Horkheimer (à esquerda) e theodor Ludwig Wiesengrund-adorno (à direita)
 
Max Horkheimer (1895- 1973), filósofo e sociólogo alemão, ingressa no Instituto para Pesquisa sociais (que viria a ser conhecido como escola de Frankfurt) em 1923 juntamente com adorno. Mais tarde, 1931, torna se presidente do grupo ao suceder o historiador austríaco Carl Grünberg. escreveu livros como: Materialismo e Moral, Teoria Tradicional e Teoria Crítica, Eclipse da Razão, Teoria Crítica Ontem e Hoje.

Theodor ludwig Wiesengrundadorno (Frankfurt, 1903-1969) é um dos mais proeminentes pensadores da alemanha no período da segunda Guerra Mundial. Na universidade de Frankfurt (atual universidade johann Wolfgang Goethe), estudou Filosofia, Musicologia, Psicologia e sociologia. juntamente com Horkheimer e Herbert Marcuse, formou o trio fundamental da conhecida escola de Frankfurt, de linha neomarxista, berço da Teoria Crítica. Principais obras: Dialética do Esclarecimento (1947), Dialética Negativa (1966), Teoria Estética (1968).
Fonte:
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/30/artigo219552-2.asp

PARA PENSAR

GUSTAV-ADOLF SCHULTZE

Por que Nietzsche não é cristão?


Por Gerson Nei Lemos Schulz*


      Friedrich Nietzsche (1844-1900) ainda hoje é um autor que
chama a atenção de muitos leitores. Seja porque Foucault,
Heidegger ou Sartre o tenham citado amplamente, seja
porque tantos outros o chamaram de maldito
(em relação à sua herança: as críticas à religião cristã).
Ou ainda por causa das deturpações que sua irmã,
Elisabeth Nietzsche, promoveu em suas obras;
especialmente em Vontade de Potência, paraagradar
Adolf Hitler e os nazistas e se promover na década de 1930.
Nietzsche escreveu sobre arte  (literatura e música), moral e ética,
religião, antropologia, teoria do conhecimento e também é autor
de um romance losó co, o Assim falou Zaratustra. A di culdade para
ler Nietzsche está no fato de, além das traduções do alemão para o
português nem sempre serem éis, ele não separar tais assuntos em
obras sistematizadas (por exemplo, Kant - 1724/1804 - o fez),
mas aqueles que querem escutar Nietzsche por meio de suas
obras devem executar verdadeiro trabalho de pesquisador atento,
pois são muitos os jogos de linguagem que ele usa, os trocadilhos
e ironias, interjeições etc.
      Mas Nietzsche era um lósofo do porvir, como gostava de salientar,
e isso porque talvez, mais do que um a Feuerbach (1804-1872)
ou um Schopenhauer (1788-1860), tenha vivido na própria carne
seu tempo e as mazelas da Europa de m de século com a Guerra
Franco-Prussiana, que abalou as bases culturais do continente.
Enquanto Feuerbach desmisti cava o cristianismo
(em sua A essência do cristianismo) e Schopenhauer
losofava racionalmente (aos moldes ocidentais em
O mundo como vontade e como representação)
sobre a ideia oriental budista da a ascese, e fazia avançar
o pensamento humano para considerar a existência da
possibilidade de uma "vontade cega" que guia o universo,
concluindo, com isso, que não há sentido último no universo,
que o mundo não está aí para o homem se deleitar com seus
frutos (ao contrário, tudo está aí por mero acidente), não há
planejamento, não há deuses por trás das coisas, o homem,
grosso modo, para Schopenhauer, também é um acaso
da "vontade cega" que comanda o universo.

FEUERBACH
 Teólogo, filósofo e antropólogo nascido em Landshut, no atual território da Alemanha, 
Ludwig Andreas Feuerbach (1804-1872) foi um pensador humanista que se destacou
por suas obras em que abordou a religiosidade, como A essência do cristianismo. 
Considerado um dos "jovens hegelianos", a filosofia de Feuerbach exerceu 
influência na obra de Karl Marx, que analisou a contribuição feuerbachiana 
no livro A ideologia alemã.
DOMÍNIO PÚBLICO



NIETZSCHE E AS CRÍTICAS AO CRISTIANISMO

      Nietzsche não é o primeiro autor moderno a criticar a religião cristã. Feuerbach, Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895) já o tinham feito. Feuerbach mostra que foi o homem quem criou "deus" e não o contrário, e isso se deu quando o homem projetou em um ser imaginário tudo aquilo que desejava ter: imortalidade, sabedoria,
onipresença, onipotência e onisciência.
       Marx mostrou que são as condições econômicas e materiais que
condicionam as ideias do ser humano e que eles estão atrelados
a seu horizonte histórico. Além disso, a sociedade, para Marx,
é constituída pela luta de classes (que é o motor da história),
sendo assim há uma luta entre proprietários dos meios de produção
(burgueses) e operários (proletários), estes últimos são espoliados
pelos patrões, que se bene ciam deles pela mais-valia
(o lucro que o trabalhador produz e que vai para o bolso do patrão);
logo Marx advoga pelo m dessa luta, ou seja, a abolição das
classes sociais, o socialismo. Isso para que todos tenham acesso
às benesses da vida moderna (e não apenas alguns poucos que
podem pagar por isso). Consequentemente, Marx a rma que
a religião também desapareceria, pois "Deus" não passa de
uma criação do homem para justi car a vida de sofrimentos
que tem na Terra (com ideias como pecado e redenção
ou sofrimento e recompensa no além).
Mas aí surge Nietzsche com outro foco crítico contra a
doutrina cristã, a moral e sua gênese. E é para entender
isso que não se poderia inescrupulosamente apresentar o
autor sem seu contexto histórico e sem aqueles que o antecederam.
Da mesma forma como é importante avisar àqueles que tomam
primeiro contato com Nietzsche e suas polêmicas declarações de
que ele não con ita apenas uma das igrejas cristãs, mas todas.

CONTRAPOSIÇÃO: A ÉTICA CRISTÃ
NEGA A VIDA NA TERRA
      Para Nietzsche, o Ocidente, adotando a ética cristã,
negou a vida real (material). Então, segundo ele,
a doutrina judaico-cristã, com o conceito de
"Deus castigador", moralista e juiz de homens
como no Antigo Testamento, serviu apenas como um "cabresto".
Jesus, com ideias como "ressurreição" e "mundo melhor"
após a morte, apenas contribuiu para que todos se
penitenciassem para escapar do pecado original.
Mas esse pecado é impossível para Nietzsche quando
ele pressupõe que o homem não tem "alma"
(no sentido de algo que sobrevive após a morte)
e que "Deus" não existe fora da mente humana.
O homem, então, é concebido apenas pela força
da natureza e se perece com a morte. Caso isso seja
verdade, infere Nietzsche que o "pecado" não passa
de invenção que alimenta o medo (medo de morrer e
ir para o "inferno"), medo este que é o fundamento da
moral cristã. Em sua Genealogia da Moral, Nietzsche
a rma que primeiramente a moral foi criada para impedir
o homem de cair no niilismo e para dar explicações para
a vida e seus sofrimentos. Entretanto, seu principal fator
de fundamentação se constituiu no medo
(NIETZSCHE, Genealogia da Moral In: Os Pensadores, p. 333).
Quer dizer, o que o autor percebe de nocivo aí é que não há
nenhuma relação de amor ou gratuidade com um suposto "Deus",
o que há é o culto de "Deus" pelo homem porque o homem é
um "covarde da vida". Teme suas mazelas e se esconde atrás de "Deus",
que serve como muleta.
       Nietzsche diz que é esse medo que gera a angústia diante da vida
e acarreta a busca do perdão de "Deus". O problema para Nietzsche
está no administrador do perdão, o sacerdote. Para Nietzsche, a lei,
falando pela boca do sacerdote, transforma-se na moral vigente.
Há uma máscara sobre "Deus", porque o sacerdote ganha para si
o poder da lei, personi cando "Deus". E, como a lei vem de um "Deus"
que precisa de intérpretes (pois os textos bíblicos são a única manifestação
que o crente aceita como tal), os homens elegem o sacerdote como
o intérprete de "Deus". Mas aí surge outro problema, diz Nietzsche:
se "Deus" é juiz dos homens e o sacerdote (padre ou pastor cristão)
é seu porta-voz, então, na realidade, é o sacerdote quem julga os homens?
Sim, diz ele, porque mesmo que "Deus" exista quem dá a última palavra é
o sacerdote.
       Assim, o sacerdote, se é quem controla o divino
(porque interpreta a lei e "sabe" o que "Deus" quer dos homens),
controlando o mundo terreno e controlando as coisas da Terra,
controla o comportamento das pessoas por meio da moral.
Assim Nietzsche mostra como os homens se deixam aprisionar
por uma metafísica, ou seja, moral cristã, que é reproduzida de
geração a geração e pela qual são punidos aqueles que desejam
apontar suas contradições. É por isso, conclui Nietzsche,
que a moral é uma "prisão" para os homens.
      Quanto ao crente (cristão), este se deixa guiar passionalmente
por acreditar que o sacerdote o levará ao paraíso com a graça
de "Deus". Mas, para Nietzsche, esse "Deus" (como já foi dito)
é uma muleta que serve para o homem amenizar sua fraqueza
carnal diante do mundo real. Logo, Nietzsche rejeita a doutrina
cristã, chamando-a de "moral de rebanho". "Moral de fracos"
que se unem para louvar "Deus" (o cabresto) e pedir perdão a "ele".
A moral cristã que arrebanha crentes para cultuar "Deus"
recruta culpados para que "ele" seja reconhecido como tal.
O menosprezo pelo homem que eleva "Deus" torna-o algoz do homem.
Foi por isso que Nietzsche a rmou no Anticristo: "Deus está morto".
Fonte:
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/30/
ensaio-o-contundente-anticristianismo-de-friedrich-wilhelm-nietzsche-219564-1.asp

CURIOSIDADES


JOHN STUART MILL (1806-1873)
1 John Stuart Mill é o primogênito do filósofo escocês James Mill, sendo educado pelo pai com a ajuda dos também filósofos Jeremy Bentham e Francis Place.
2 Gênio prematuro, com apenas 3 anos de idade Stuart Mill aprendeu todo o alfabeto grego. Aos 8 já havia lido as fábulas de Esopo, a Anabasis de Xenofonte, toda a obra de Heródoto, além de já ALMANAQUE ter tido contato com os textos de Lúcio, Diógenes Laërtius, Isócrates e seis diálogos de Platão.
3 Desde os 25 anos apaixonado por Harriet Taylor, Stuart Mill esperou vinte anos para se casar com a amada, logo após ela se tornar viúva.
4 Para o período em que viveu, Mill possuía uma concepção vanguardista da questão dos direitos das mulheres. Tanto que escreveu o livro Sujeição das Mulheres, publicado em 1869, em que trata da igualdade entre os gêneros.
5 John Stuart Mill morreu aos 66 anos na cidade de Avignon, na França, devido à doença de pele Erisipela Infecciosa - hoje facilmente tratável.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/30/artigo219557-2.asp

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ISTVÁN MÉSZÁROS NO BRASIL

O filósofo húngaro István Mészáros vem ao Brasil na próxima 
semana para apresentar a conferência "Crise estrutural necessita
de mundança estrutural?" em quatro cidades brasileiras (São Paulo,
Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro).
Os encontros marcam o lançamento de três novos títulos da editora:

- O livro-homenagem "István Mészáros e os desafios do tempo
histórico" (orgs. Ivana Jinkings e Rodrigo Nobile);

- O segundo volume de "Estrutura social e formas de consciência", 
de Mészáros;

- E o número 16 da Revista "Margem Esquerda", publicação 
semestral de ensaios marxistas, que traz entrevista com David 
Harvey, artigo de Alain Badiou, entre outros.

Em István Mészáros e os desafios do tempo histórico, a Boitempo
Editorial presta homenagem à trajetória intelectual de um dos 
maiores pensadores marxistas da atualidade. A coletânea de ensaios
de 22 renomados intelectuais do Brasil e do exterior sobre os 
escritos fundamentais do filósofo húngaro traz as reflexões que 
resultaram da última visita de Mészáros ao país, em 2009,
quando foi tema do III Seminário Internacional Margem Esquerda.
Todos os eventos são gratuitos.   Segue abaixo a Programação completa:
- Dia: 08/06;2011 - às 19h30 - São Paulo (SP)
- Local: Teatro TUCA - PUC-SP
- R. Monte Alegre, 1024 - Perdizes - Tel. (11)3670-8458
- Realização: APROPUC, NEPEDH, NEHTIPO, Boitempo Editorial
- Apoio: PUC-SP, TUCA

- DIA: 13/06/2011 - ÀS 18h30 - Salvador (BA)
- II Encontro de São Lázaro - FFCH UFBA
- Para mais informações e inscrição, visite www.ffch.ufba.br
- Estrada de São Lázaro, 197 -  Federação - Tel.(71) 3283-6431
- Realização: FFCH UFBA, IPS, Boitempo Editorial
- DIA: 16/06/2011 - às 19h - Fortaleza (CE)
- Local: Mercado dos Pinhões
- Praça Visconde de Pelotas - CEP 60110-210 - Tel. (85) 3105-1569
- Realização: Prefeitura de Fortaleza, Universidade Federal do
Ceará, Escola Nacional Florestan Fernandes, Boitempo Editorial

- DIA: 20/06/2011 - Às 18h - Rio de Janeiro (RJ)
- Local: Auditório 11 - UERJ (Campus Maracanã)
- Rua São Francisco Xavier, 524 - CEP 20550-013, Maracanã - Tel.
(21) 2334-0890
- Realização:PPFH/UERJ, Flacso, LEMA-UFRJ, ADUFRJ, Boitempo Editorial