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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lançamento de livro para 2010

HISTÓRIA DO CEARÁ ENSINO MÉDIO - CULTURA, PODER E SOCIEDADE


Neste livro Nonato Nogueira
descreve e analisa, de forma crítica, os principais tópicos da história da sociedade cearense, desde o período colonial aos dias de hoje. Aborda abrangentemente os fatores socioeconômico-políticoculturais que marcaram e marcam os principais fatos históricos cearenses, tudo isso descrito numa linguagem acessível e didática, enriquecida com mapas, artigos de jornais, documentos, ilustrações, além de exercícios e questões vestibulares das universidades locais.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MATRIX: NEO x SÓCRATES


Neo e Sócrates

Por que as personagens do filme afirmam que Neo é “o escolhido”? Por que eles estão seguros de que ele será capaz de realizar o combate final e vencer a Matrix?
Porque ele eras um pirata eletrônico, isto é, alguém capaz de invadir programas, decifrar códigos e mensagens, mas, sobretudo, porque ele também era um criador de programas de realidade virtual, um perito capaz de rivalizar com a própria Matrix e competir com ela. Por Ter um poder semelhante ao dela, Neo sempre deconfiou de que a realidade não era exatamente tal como se apresentava. Sempre teve dúvidas quanto à realidade percebida e secretamente questionava o que era a Matrix. Essa interrogação o levou a vasculhar os circuitos internos da máquina (tanto assim que começou a ser perseguido por ela como alguém perigoso) e foram suas incursões secretas que o fizeram ser descoberto por Morfeu.
Por que Sócrates é considerado o “patrono da Filosofia”? Porque jamais se contentou com as opiniões estabelecidas, com os preconceitos de sua sociedade, com as crenças inquestionadas de seus conterrâneos. Ele costumava dizer que era impelido por espírito interior (como Morfei instigando Neo) que o levava a desconfiar das aparências e procurar a realidade verdadeira de todas as coisas.
Sócrates andava pelas ruas de Atenas fazendo aos atenienses algumas perguntas : “O que é isso em que você acredita?”, O que é isso que você está fazendo?”. Os atenienses achavam, por exemplo, que sabiam o que era justiça. Sócrates lhes fazia perguntas de tal maneira sobre a justiça que, embaraçados e confusos, chegavam à conclusão de que não sabiam o que ela significava. Os atenienses acreditavam que sabiam o que significava a coragem. Os atenienses acreditavam também que sabiam o que eram a bondade, a beleza, a verdade, mas um prolongado diálogo com Sócrates os fazia perceber que não sabiam o que era aquilo em que acreditavam.
A pergunta “O que é?” era o questionamento sobre a realidade essencial e profunda de uma coisa para além das aparências e contra as aparências. Com essa pergunta, Sócrates levava os atenienses a descobrir a diferença entre parecer e ser, entre mera crença ou opinião e verdade.
Sócrates era filho de uma parteira. Ele dizia que sua mãe ajudava o nascimento dos corpos e que ele era um parteiro, mas não de corpos e sim de almas. Assim cimo sua mãe lidava com a matrix corporal, ele lidava com a matrix mental, auxiliando as mentes a libertar-se das aparências e buscar a verdade
.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Marx disse...


Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.

Karl Marx

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Senhor e o Escravo em Hegel


Foto do filósofo Hegel

Buscar a morte do outro implica em arriscar a própria vida. Por conseguinte, a luta entre duas consciências de si é determinada do seguinte modo: elas se experimentam a elas próprias e entre si por meio de uma luta de morte. Não podem evitar essa luta, pois são forçadas a elevar ao nível da verdade sua certeza de si, sua certeza de existir para si; cada uma deve experimentar essa certeza em si mesma e na outra. Só arriscando a própria vida é que se conquista a liberdade. Só assim é que alguém se assegura de que a natureza da consciência de si não é o ser puro, não é a forma imediata de sua manifestação, não é sua imersão no oceano da vida. Essa luta prova que nada existe na consciência que não seja perecível para ela, prova que ela, portanto, não é senão puro ser para-si. O indivíduo que não arriscou sua vida pode certametne ser reconhecido como pessoa, mas não atingiu a verdade desse reconhecimento como consciência de si independente.

O senhor é a consciência que é por si mesma, mas essa consciência, aqui, está além de seu puro conceito: ela é consciência para-si que é mediada consigo mesma por uma outra consciência (²), notadamente por uma consciência cuja natureza implica no fato de ela estar unida a um ser independente ou às coisas em geral. O senhor está em relação com esses dois momentos: com a coisa enquanto tal, objeto do apetite, e com a consciência cujo caráter essencial é a coisa externa. Uma vez que o senhor (a), enquanto conceito da consciência de si, é relação imediata do ser para-si, mas (b) é simultaneamente mediação, em outras palavras, um ser para-si que só o é por meio do outro, ele se relaciona (a) imediatamente com os dois e (b) imediatamente com cada um por intermédio do outro. O senhor tem, com o escravo, uma relação mediata em virtude da existência independente, pois é precisamente a ela que o escravo está preso, ela é sua cadeia e da qual não pode se desprender na luta, o que o levou a mostrar-se dependente, posto que possuía sua independência numa coisa externa. Quanto ao senhor, ele é a potência que domina esse ser externo, pois provou na luta que o considera como puramente negativo; uma vez que ele domina esse ser e que esse ser domina o escravo, o senhor também o domina. Desse modo o senhor se relaciona com a coisa por mediação do escravo; este último, enquanto consciência de si, relaciona-se negativamente com a coisa e a ultrapassa; mas ao mesmo tempo a coisa é para ele independente e o escravo não pode, por meio de sua negação, chegar a suprimi-la; ele só faz trabalhar.

Em compensação, para o senhor, graças a essa mediação, a relação imediata torna-se a pura negação da coisa ou o seu gozo; aquilo que o apetite não conseguiu, ele o consegue; domina a coisa e se satisfaz na fruição. O apetite não chega a isso por causa da independência da coisa; mas o senhor, ao colocar o escravo contra ela e si próprio, só entra em contato com o aspecto dependente da coisa, fruindo-a puramente; deixa o aspecto independente da coisa para o escravo que a trabalha.

Este difícil texto de é característico do método hegeliano. Ele inspirou amplamente as análises de nossos contemporâneos sobre as relações do eu com o outro. Na luta de duas consciências, Hegel examina simultaneamente a relação de dois "eu" e a relação de cada eu com sua própria vida. O "senhor", aquele que é vitorioso no combate, aceitou arriscar a vida. Por conseguinte, ele é mais do que ela, por sua coragem colocou-se acima dos objetos comuns da necessidade e da existência empírica. O vencido, aquele que se rendeu, tem medo de perder a vida. Por conseguinte, ele é, de início, escravo da vida e de seus objetos empíricos. Torna-se tembém escravo do senhor que o conserva (servus = conservado) a fim de ler em seu olhar temeroso e submisso o reflexo de sua vitória, a fim de se fazer reconhecer como consciência.

Hegel quer dizer que o senhor não é senhor "em-si", mas por meio de uma mediação, isto é, uma relação. O senhor se define por sua relação com o escravo (e por sua relação com os objetos que depende, ela própria, da relação com o escravo). No ponto de partida, o senhor domina os objetos da necessidade, posto que no campo de batalha ele se mostrou corajoso, superior à sua vida, portanto, aos objetos das necessidades. Secundariamente, o senhor domina os objetos por mediação do escravo que trabalha, isto é, que transforma os objetos materiais em objetos de consumo e de fruição para o senhor.

Graças ao trabalho do escravo, a relação do senhor com a coisa é uma relação de simples gozo que equivale à negação da coisa. Pensamos nos versos de Valéry:

Como o fruto se funde em fruição
Como em delícias ele muda sua ausência
Numa boca em que sua forma se extingue.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fenomenologia

O estudo da linguagem científica, dos fundamentos e dos métodos das ciências tornou-se um foco de atenção importante para a filosofia contemporânea. O filósofo Edmund Husserl propôs à filosofia a tarefa de estudar as possibilidades e os limites do próprio conhecimento. Husserl desenvolveu uma teoria chamada fenomenologia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pensamento de Sponville



A compaixão sofre com o sofrimento do outro,
enquanto a doçura se recusa a produzi-lo ou aumentá-lo
André Comte-Sponville

domingo, 22 de novembro de 2009

QUEM FOI HEITOR VILLA-LOBOS?

Heitor Villa-Lobos
05/03/1887, Rio de Janeiro (RJ)
17/11/1959, Rio de Janeiro (RJ)


Heitor Villa-Lobos usou a música popular como base para as suas peças eruditas

Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".

Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.

No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.

Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.

Em 1919, apresentou-se em Buenos Aires, com o Quarteto de Cordas no 2. Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municpal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".

Em 30 de junho de 1923, Villa-Lobos viajou para Paris financiado pelos amigos e pelos irmãos Guinle. Com o apoio do pianista Arthur Rubinstein e da soprano Vera Janacópulus, Villa-Lobos foi apresentado ao meio artístico parisiense e suas apresentações fizeram sucesso.

Retornou ao Brasil em final de 1924. Em 1927, voltou à Paris com sua esposa Lucília Guimarães, para fazer novos concertos e iniciar negociações com o editor Max Eschig. Três anos depois, voltou ao Brasil para realizar um concerto em São Paulo. Acabou por apresentar seu plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.

Villa-Lobos apresentou seu plano educacional, em 1936, em Praga e depois em Berlim, Paris e Barcelona. Escreveu à sua esposa Lucília pedindo a separação, e assumiu seu romance com Arminda Neves de Almeida, que se tornou sua companheira. De volta ao Brasil, regeu a ópera "Colombo" no Centenário de Carlos Gomes e compôs o "Ciclo Brasileiro" e o "Descobrimento do Brasil" para o filme do mesmo nome produzido por Humberto Mauro, a pedido de Getúlio Vargas.

Em 1942, quando o maestro Leopold Stokowski e a The American Youth Orchestra foram designados pelo presidente Roosevelt para visitar o Brasil O maestro Stokowski realizou concertos no Rio de Janeiro e solicitou a Villa-Lobos que selecionasse os melhores músicos e sambistas, a fim de gravar a Coleção Brazilian Native Music. Villa-Lobos reuniu Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola e outros, que sob sua batuta realizaram apresentações e gravaram a coletânea de discos, pela Columbia Records.

Em 1944/45, Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.

Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.
Fonte:http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u525.jhtm

SPINOZA




Paz não é a ausência de guerra.É uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiânça e justiça.

Spinoza

domingo, 15 de novembro de 2009

FILOSOFIA E HISTÓRIA

Além da História
Recente no currículo escolar de nível médio, a Filosofia já chegou às pré-escolas em outros países. Tirá-la da História e confrontá-la com a realidade local é o principal desafio.
Adriano Belisário


Fora das salas de aula desde 1971, o ensino de Filosofia voltou definitivamente às escolas brasileiras em meados do ano passado, quando foi sancionada a lei que obriga a inclusão da disciplina no currículo do Ensino Médio. Mas se aqui as experiências pedagógicas estão apenas no começo, a longa tradição de alguns países tem muito a colaborar com este desenvolvimento.

Na Itália, a matéria é ensinada no Liceu (equivalente ao Ensino Médio) desde 1923, quando o filósofo Giovanni Gentile promoveu uma reforma no sistema pedagógico. Por décadas, suas diretrizes tornaram a disciplina sinônima de História da Filosofia, inclusive permitindo que professores formados apenas em História fossem habilitados para assumir a cadeira de Filosofia. Assim, o que deveria ser uma atividade crítica produtiva tornou-se apenas uma exposição cronológica de doutrinas. Superar esta condição é o principal desafio nas salas de aulas.

“O estudo deve partir sempre das obras e pensamentos dos grandes filósofos da tradição, mas não pode esgotar aí sua tarefa. Ele deve ajudar os aprendizes a refletirem sobre as questões do seu tempo e proporem soluções para elas. Mas os conteúdos são passados de forma mecânica. Não há atividades que promovam a oportunidade de o aprendiz-leitor vivenciar a experiência de filosofar, considerada um privilégio dos filósofos. A eles, os aprendizes, cabe memorizar e reproduzir”, diz José Benedito, professor de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia.

O filósofo recomenda o uso de filmes, canções e obras de artes para auxiliar no processo de compreensão das questões apresentadas no curso. Abordagens alternativas como estas estavam em ebulição na França do final do século passado. Naquele momento, nasceram as primeiras aulas de Filosofia voltadas para crianças, após mais de um século de presença no Ensino Médio.

“Agora, a ênfase é na liberdade total do professor para o ensino de Filosofia. Isto é um consenso desde mais ou menos 1890. Até então, havia uma forte pressão da Igreja e do Estado. Em 1820, chegou a ser criada um roteiro para aulas, que incluía uma série de perguntas já com as respostas certas que os alunos deveriam dar”, comentou o filósofo Michel Fichant, responsável por mudanças no ensino escolar de Filosofia na França, durante recente passagem pelo Brasil.

Hoje, são praticadas diversas metodologias diferentes no ensino escolar de Filosofia na França, como a de Michel Tozzi, inspirada na pedagogia do trabalho de Célestin Freinet, e a de J. Lévine, baseada na formação do indivíduo. Em comum a elas, está a rejeição em tornar a disciplina uma mera exposição cronológica de doutrinas ou uma repetição de manuais de Filosofia. Outros locais ainda enfrentam o problema da baixa qualidade de materiais didáticos, como na África, onde o ensino de Filosofia está presente em mais de 50 países. No continente negro, as dificuldades em contextualizar o conteúdo com a realidade local são maiores devido à falta de traduções e professores qualificados.

Outra experiência interessante é a do Uruguai, que promove as Olimpíadas Filosóficas Rio-Platense em parceria com a Argentina. Apesar do nome, o evento não tem um caráter competitivo. O principal objetivo é estimular os alunos a debater propostas e elaborar textos críticos sobre o assunto.

Ao se tornarem protagonistas do debate filosófico, os jovens veem a Filosofia descer dos céus dos autores imortais para adentrar em suas realidades cotidianas. Um trajeto feito com diálogos, não dogmas. “O professor deve estender suas aulas para temas ligados ao comportamento dos aprendizes, porém isto deve ser feito de modo crítico e reflexivo e nunca, jamais, transformar as aulas em lição de moral”, sugere Benedito.

FONTE:
http://www.rhbn.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2749

terça-feira, 10 de novembro de 2009

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS


O Professor norte-americano Dr. Matthew Lipman, preocupado com a atuação precária de seus alunos, concebeu o Programa Filosofia para Crianças, dispondo-se a ampliar o desenvolvimento das habilidades cognitivas mediante discussões de assuntos filosóficos e propondo, com tais discussões, a introdução filosófica de crianças e jovens, no final da década de 60. A partir de 1976 o Programa Filosofia para Crianças, difundiu-se pelo mundo, sendo traduzido e colocado em prática em vários países. A finalidade é desenvolver as habilidades cognitivas dentro de um contexto significativo, através do diálogo. É através de procedimentos dialógicos que, se motiva o aprendizado de um pensar ponderado, inventivo, de uma maneira contextualizada e, também se elabora a construção do aprendizado da cidadania,através de uma convivência saudável, respeitando as idéias divergentes e a variedade cultural, onde as salas de aula são transformadas em pequenas comunidades de investigação.

sábado, 7 de novembro de 2009

REVISTA DE FILOSOFIA

Há quarenta anos morria o filósofo da Escola de Frankfurt que se tornou famoso por sua crítica aos meios de comunicação de massa
POR SERGIO AMARAL SILVA *



Esse pequeno trecho da letra de "Televisão", composta por Arnaldo Antunes, Toni Bellotto e Marcelo Fromer, canção que deu título a um dos primeiros álbuns dos Titãs, em 1985, serve de epígrafe a esta matéria, que trata da visão do filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969), falecido há exatos quarenta anos, sobre a "cultura de massas", que ele preferia chamar de "indústria cultural". Adorno era marxista por formação e sua filosofia funda-se na análise dialética.

A expressão "indústria cultural", segundo consta, foi utilizada pela primeira vez no livro "Dialética do esclarecimento", escrito em colaboração com Horkheimer e publicado em Amsterdã, em 1947. O termo era empregado em substituição a "cultura de massas", conforme Adorno explicaria numa série de conferências radiofônicas proferidas em 1962, porque esta induziria ao erro de julgar que se trata de uma cultura emergindo espontânea e autonomamente, do seio das massas. Essa interpretação enganosa, segundo ele, serviria apenas aos interesses dos donos dos meios de comunicação.

Horkheimer

Adorno, a indústria cultural e a internet

Max Horkheimer (1895-1973) foi um importante filósofo alemão com trajetória, de certo modo, paralela à de seu amigo Adorno, com quem integrou a chamada Escola de Frankfurt. Nos anos 1940, escreveu com Adorno, a "Dialética do esclarecimento". Entre 1951 e 1953, foi reitor da Universidade de Frankfurt.

Consumidores
Em consonância com a teoria marxista, a filosofia adorniana considera que a indústria cultural transforma todos seus produtos em mercadoria, visando obter lucros pelo consumo. O próprio Adorno salientou: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer; ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."

Quanto à televisão, era o principal instrumento dentre os "meios de massa" conhecidos por Adorno há algumas décadas. Espécie de ponta-de-lança da indústria cultural, que, nas palavras do próprio autor, "impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente". Como se vê, os sintomas provocados fazem lembrar o "emburrecimento" de quem não consegue diferenciar os próprios pensamentos e acaba indo viver na jaula dos bichos, de que falam os Titãs.


Segundo Adorno, na indústria cultural tudo se transforma em negócio. Ele diz: "Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais." Para ele, a indústria cultural só se importa com as pessoas enquanto empregados ou consumidores , não apenas adaptando seus produtos ao consumo, mas ditando o próprio consumo das massas. Portadora não só de todas as características do mundo industrial moderno mas também da ideologia dominante, seria a verdadeira origem da lógica do sistema capitalista. Conforme o autor, o homem liberto do medo da magia e do mito torna-se vítima de outro engano: o progresso da dominação técnica, que acaba sendo utilizado pela indústria cultural como arma contra a consciência das massas. Inclusive em seu tempo livre, o indivíduo é presa da mecanização provocada pela indústria cultural, com Adorno dizendo que "só se pode escapar ao processo de trabalho na fábrica e na oficina adequando-se a ele no ócio"

Assim, a indústria cultural estabelece uma espécie de comércio fraudulento, que promete a satisfação das vontades mas na verdade as frustra, num tipo de jogo perverso de oferecimento e privação, em que um exemplo nítido e atual pode ser dado pelas situações eróticas apresentadas pela internet. Ali, o desejo atiçado pelas imagens acaba encontrando apenas a rotina que o reprime, num mundo virtual. Embora antes do advento da rede mundial, Adorno observava que a situação une "à alusão e à excitação a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto".
Conforme resume o professor Francisco Rutiger, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autor do livro "Th eodor Adorno e a crítica à indústria cultural" (Edipucrs, 2004): "A crítica à indústria cultural adorniana não perde sua atualidade perante os fenômenos de internet, visto que, enquanto plataforma da cibercultura, essa vem a ser um novo suporte por onde corre, agora em escala ainda mais massiva e imediata, o processo de conversão da cultura em mercadoria."
Fonte:http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/20/artigo151970-2.asp

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PAULO FREIRE


Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão

Paulo Freire

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ROSA DE LUXEMBURGO


No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo.


Rosa Luxemburgo(Róża Luksemburg em polaco; 5 de Março, 1870 - 15 de Janeiro, 1919) líder política e filósofa. Foi uma das principais revolucionárias marxistas do século XIX. Participou na fundação do grupo de tendência marxista que viria a tornar-se, mais tarde, o Partido Comunista Alemão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O QUE É ARTE?


Foto: Nietzsche pintado por Munch

A arte antes de tudo e em primeiro lugar embeleza a vida, portanto, fazer com que nós próprios nos tornemos suportáveis e, se possível, agradáveis uns aos outros.
Nietzsche.

domingo, 25 de outubro de 2009

A Filosofia no Ensino Médio

A filosofia é uma disciplina que contribui de modo significativo para se alcançar as finalidades do Ensino Médio, estabelecidas no Artigo 35 da LDB, onde se destacam: a)“a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos” (inciso I); b)“a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo” (inciso II); c)“o aprimoramento do educando, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico” (inciso III); d)“a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (inciso IV). Há com certeza, uma contribuição decisiva da filosofia para o alcance dessas finalidades: ela nasceu com a declarada intenção de buscar o Verdadeiro, o Belo, o Bom. A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa- em parte devido à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes-, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário. (PCNs, p. 328). A filosofia é uma disciplina de tem a missão de auxiliar o jovem a se tornar lógico, crítico e mais reflexivo. Capaz de desenvolver competências e habilidades, a partir da leitura significativa de textos filosóficos e da problematização do conteúdo dos mesmos. Como também da capacidade de ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros. Além de elaborar por escrito todo o conhecimento apropriado de modo reflexivo. Assim, a filosofia pretende transformar a sala de aula numa verdadeira comunidade de investigação filosófica e curiosa, aberta e dinâmica. Desse modo o jovem terá condições de aprender a filosofar a partir da sua prática cotidiana, e assim exercer de modo pleno a sua cidadania.

FILOSOFIA: investigando o pensar



Neste livro os professores Nonato Nogueira e Paulo Gadelha desenvolvem todo o programa curricular de Filosofia para o Ensino Médio numa linguagem clara, acessível e didática, tornando a leitura agradável e profunda.
256 páginas
ISBN 978-85-98068-35-0

EDITORA EDJOVEM LTDA
Rua Vicente Leite, 2900 - Parque Adahil BarretoCep.: 60.170-151 - Fortaleza/Ce.CNPJ: 09.698355/0001- 57
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Sumário

Unidade 1 - O Universo do Filosofar

Introdução
1.Filosofar é preciso!
Filosofia útil ou inútil, eis a questão!
Conceitos de filosofar
Origem da palavra Filosofia (Philosophia)
Filosofia e Ideologia
Qual é o papel da Filosofia?
2.Mito e Filosofia
O Mito
O que é um Mito?
Uma visão mitológica do mundo
A mitologia grega
A religião pagã
O mito no mundo de hoje
3. A origem da Filosofia
A Filosofia nasceu do espanto
O que fez a Filosofia surgir
Explicações mitológicas X explicações lógicas
4. Os primeiros filósofos
O período cosmológico
A teoria Atômica
5. Os grandes mestres da Filosofia Antiga
O Período Antropológico
Os Sofistas
A filosofia clássica
Sócrates
O método socrático
O julgamento de Sócrates
Platão
A teoria dos dois mundos
Aristóteles
A teoria das quatro causas
Ética e política
6. Filosofia e verdade
A busca da verdade
A verdade nossa de cada dia
Concepções de verdade
O que é a verdade?
7.Filosofia é um pensar sobre o pensar
O que é o pensar?
Pensamento e linguagem
Inteligência e razão
Pensamento e filosofia
Pensando por si mesmo
Questões de vestibulares

Unidade 2 - O conhecimento e a lógica

Introdução
8.Formas de conhecimento
Ciência e Filosofia
9.A teoria do conhecimento
A questão do conhecimento na Antiguidade: Sócrates, Platão e Aristóteles
A questão do conhecimento na Idade Média: a Patrística e a Escolástica
A questão do conhecimento na Idade Moderna: o Empirismo e o Racionalismo
A teoria do conhecimento hoje
10.Lógica - a arte de pensar
Raciocínio Indutivo
Raciocínio Dedutivo
11.O homem: um ser racional
O que é o homem?
Cultura
Trabalho
História
Linguagem
Questões de vestibulares

Unidade 3 - Ética

Introdução
12.Moral e Ética
O juízo moral
Consciência e responsabilidade moral
Virtudes e vícios
13.O mundo dos valores
Valores e contra-valores
Valores materiais e valores espirituais
Valores sociais
Igualdade na diversidade
Nietzsche e os valores
A transvalorização de todos os valores
14.A liberdade
Determinismo
Determinismo, liberdade e causalidade
O livre-arbítrio
O pensar é uma forma de liberdade
A liberdade é uma utopia
15.O Amor, a Paixão e a Filosofia
O que é o Amor?
Todas as formas de Amor
Amor à Pátria
Amor e paixão
O Amor Platônico
Narcisismo
Somos amigos
Filosofia é o amor pelo saber
16.Adolescência
Puberdade
Adolescência: essa “doença” tem cura?
A adolescência é a idade da (in)certeza?
Sexualidade: o que é isso, afinal?
O despertar da sexualidade
Sexo se aprende na escola?
O desejo sexual
A questão de gênero e a sexualidade
Questões de vestibulares


Unidade 4 - Filosofia Política

Introdução
17.O Conceito de Política
18.O Conceito de Poder
Toda forma de poder
19.O Estado
20.As Concepções Políticas
A filosofia política no mundo antigo
As concepções políticas na Idade Média
Maquiavel e a concepção moderna de política
As teorias contratualistas
O pensamento liberal
Os anarquistas
As teorias socialistas
O conceito marxista de Estado
21.A Cidadania
A participação política
A indiferença política
Questões de vestibulares

Unidade 5 - Estética

22.O que é arte?
O que é uma obra de arte?
23.O belo e o feio: a questão do gosto
O juízo estético
O que é belo?
O que é feio?
24.Arte e Filosofia
Arte e Verdade
Arte e Realidade
25.Arte e Sociedade
Por que a arte é um fenômeno social?
Mas o que é a imaginação criadora?
26.A indústria cultural
A massificação da cultura
O poder da televisão
Questões de vestibulares

·Gabarito das questões de vestibular
·Filmografia
·Sugestões de Leitura
·Referências Bibliográficas
DISTRIBUIDORES
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CEARÁ
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PIAUÍ
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AMAZONAS

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TOCANTINS

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